
26.10.11
Podia ter sido um desastre, mas: PESADO DEMAIS PARA A VENTANIA

24.8.11
Minha agenda até outubro
: Leitura de poemas e entrevista, junto com Mariana Botelho, no projeto Sarau da Casa, (27/8, sábado, 19h, Casa das Rosas, SP)
: Participação, como diretor artístico e sound designer, no recital O silêncio tange o sino, de Mariana Botelho (30/8, terça-feira, Jardins Internos do Palácio das Artes, BH, dentro da programação do projeto Terças Poéticas)
: Performance Música para modelos vivos movidos a moedas no projeto Quarta Mix (21/9, quarta-feira, 18h30, SESC Palladium)
: Participação, como diretor artístico e sound designer, no recital (Prova de corte) da poeta Thais Guimarães (27/9, terça-feira, 18h30, Jardins Internos do Palácio das Artes, BH, dentro da programação do projeto Terças Poéticas)
: Performance Música para modelos vivos movidos a moedas no projeto Europalia (11/10, terça-feira, horário a confirmar, Bruxelas/Bélgica)
: Performance Pesado demais para a ventania, no projeto Poetas por 200 km2 Festival (22/10, sábado, 21h30, Madri/Espanha)
21.6.11
20.8.10
30.7.10
19.11.09
4.11.09
AGITO CULTURAL

1.11.09
Uma alegria
Uma beleza o vídeo que a produção do Fórum das Letras de Ouro Preto fez com o grande poeta-designer Guilherme Mansur. De todos nós que nos deixamos nortear pelo projeto concreto, Mansur é certamente um dos que foi mais longe na atualização da ideia – pignatariana – do poeta como “designer da linguagem”. Amei o vídeo porque ele mostra uma alegria que há muito se tornou matéria escassa quando o assunto é a poesia brasileira dita contemporânea. E porque está lá o corpo do poeta: na mesa da qual participei no dia 30 (na foto, de Eduardo Trópia, com a editora francesa Anne-Marie Metaillié) ainda sem ter visto o vídeo, afirmei, numa resposta sobre o trânsito entre a palavra impressa e a performance, que minha meta é, sempre, explorar como linguagem aquilo que no corpo se dá a ler e ao que no livro é corpo, pura materialidade. Algo assim, não me lembro bem. Importa é dizer que o show de bola dado por Guilherme em torno de sua bela mesa-mandala negra – transformando o “corpo da doença” em corpo da poesia – é a performance poética mais simples, intensa e desconcertante que assisti nos últimos tempos.

2.9.09
20.8.09
Quem quiser ler que leia o leitor
1.
O performador,
no meu projeto pessoal
de criação,
é um tipo de leitor que
se dá a ler,
ao assumir e expandir
a condição performativa
da leitura.
2.
Como uma espécie
de TJ (text-jockey,
para jogar
com terminologia
cara à cultura
contemporânea),
valho-me em cena
de uma multiplicidade
de fontes textuais,
as quais aciono
a partir de três linhas
básicas – que podem,
inclusive, ser conjugadas
entre elas:
1) oralização a partir
de demarcações
previamente indicadas
nos "textos-partituras";
2) improvisações
vocais (com ou sem palavras),
ao longo da performance,
em resposta a estímulos
provocados pelos
demais elementos
dispostos no ambiente
(vídeo, ruidagem,
layout do palco,
maior ou menor
participação
da plateia etc.);
3) improvisações
vocais/corporais
sobre fragmentos
escolhidos aleatoriamente
em livros espalhados
pelo palco,
vozes pré-gravadas
(a minha própria
e/ou a de
outros poetas,
ou, ainda,
a de anônimos,
sampleadas do rádio,
da TV ou da web)
e field recordings
que reprocesso e
disparo em um laptop
(direto no aparelho
ou por meio de um
controlador MIDI).
3.
Já não há razão para falar
em work in progress,
com relação ao que eu faço.
Não há progresso,
nunca houve.
12.8.09
Dica
17.6.09
JAMSEN LAW

“Dou aulas para dois tipos diferentes de alunos, embora seja possível chamá-los, todos, de estudantes de arte. Uma parte deles é formada por estudantes de belas-artes, e a outra, por estudantes de arte eletrônica. Eles apresentam padrões muito diferentes de qualidade, baseados nos valores muito diferentes que têm a respeito de arte e tecnologia. Não é fácil deixá-los todos confortáveis para experimentar com os elementos que quero que provem. A experiência é algo muito importante, seja voltada apenas para olhos e ouvidos, seja algo que inclua todos os sentidos. Esse é o meio para conectar os elementos artísticos com o que já temos dentro de nós. Quando nos sentimos tocados (emocionalmente) ou sintonizados (conceitualmente), nos conectamos com o trabalho. Todos sabemos que qualquer coisa pode ser transformada em obra de arte ou que qualquer método pode gerar um processo artístico. Desejo que meus alunos tenham a capacidade de recriar o tipo de processo/experiência que querem oferecer a seu público. Então eles têm que entender o que estão fazendo. Assim como eu faço o público experimentar meu vislumbre de pensamentos.” [Jamsen Law, de Hong Kong, performer e videoartista, em entrevista publicada no FF>>DOSSIER, da Associação Cultural Videobrasil]
28.2.09
Poesia &



5.2.09
LIRA 2009

Criado em 2006, como mote e título da performance que montei quando participei do projeto “Noite do Griot”, promovido pela Casa África, e logo depois retrabalhado como poema visual, Boca também toca tambor tornou-se, ainda, com o tempo, uma espécie de “vocograma” pessoal, ao qual atribuo funções as mais diversas: sua entoação serve tanto para o meu treino vocal diário e para os testes com o microfone em ensaios e passagens de som, quanto para me ajudar a recuperar o equilíbrio emocional em meio a alguma turbulência. Sem deixar, é claro, de ser uma saudação ao dono da fala.
Como sabem as pessoas que acompanham o que faço, sempre dou mais de um uso às minhas “inventações”, como dizem os baianos: Boca também toca tambor passa, assim, a intitular o workshop que oferecerei no LIRA, no dia 14/3, sábado, das 9h às 13h, em torno da exploração das dimensões percussiva e timbrística do signo verbal, para fins de criação do que chamo de “textos-tambores” (dos cantopoemas rituais africanos e da diáspora negra – e o peso de sua influência sobre o projeto sonoro de dadaístas e cubofuturistas – aos "africanismos" de Raul Bopp, Jorge de Lima e Ascenso Ferreira; das proezas vocais de Clementina de Jesus e Amiri Baraka ao batuque camerístico de Bob McFerry e Naná Vasconcelos; do rap ao vissungo e ao neo-oriki).
Da metodologia fazem parte os seguintes recursos: audição comentada de gravações raras em áudio e vídeo – momento em que farei breves explanações sobre questões téoricas relacionadas às tecnologias da voz – e exercícios vocais/corporais individuais e coletivos. Como bonus track, mostrarei algumas peças inéditas que farão parte do DVD do Modelos vivos, além de realizações de outras fases da minha trajetória como poeta-performador.
29.11.08
Notícias de Maceió

Gláucia circulou – cageanamente – pela platéia com um rádio ligado, sem se fixar numa estação específica, para incômodo de alguns que ainda cultivavam a ilusão de ouvir com clareza o texto da palestra, que li em diferentes andamentos, timbres, intensidades e volumes. Minha leitura se fazia entremeada a breves ações que desenvolvi com o poemanto e a improvisações no laptop e no piano preparado – sempre sob as lentes da máquina de Susana Souto, que fotografava do palco e, com sua pre/sença, ajudava a produzir a dispersão enunciada no título. Simultaneamente, Tazio, com um projetor no colo, lançava com (im)precisão suprematista as imagens de meu vídeo-em-progresso “No que pensam os pés quando longe da bola”: nas paredes laterais ou no teto, no cubo que demarcava o “grau zero” da performação de Jorge (este, um experimentado bailarino, capaz de proezas corpográficas que jamais se esgotam nelas mesmas) ou sobre a projeção, no fundo negro do palco, de um outro vídeo criado por mim.
Deixei para dizer por último, propositalmente, alguma palavra sobre Marcelo Marques, músico, poeta e autor de dissertação de mestrado – defendida na semana passada – sobre a tipografia na obra de Augusto de Campos. A energia criativa desse rapaz de 27 anos é algo raro de se ouver. O mesmo se diga da serenidade, do preciosismo e da altivez com que se entrega ao que faz. Tocando pequenos instrumentos de sopro, respondendo à minha gritaria “filodadaísta” ou improvisando no piano preparado – junto comigo ou sozinho –, tudo o que vinha dele era música em estado de poesia.
Na oficina que ministrei aqui, em dezembro do ano passado, eu já havia reparado em sua disponibilidade – corporal, inclusive – para o improviso, essa arte à parte tão complexa, mas agora, convivendo com ele no palco e nas sessões de gravação do CD do grupo TEXTA, constato que a conversa é bem mais séria: ou muito me engano ou, em breve, Maceió será pequena para tanto talento.
Hoje à noite Marcelo se apresentará no mesmo teatro com sua banda, a elogiada Gato Zarolho, e eu vou lá conferir. Tomara seus conterrâneos entendam que aqui, sob o azul-céu e mar desta cidade que viu nascer, há 111 anos, o poeta Edgard Braga, alguém se prepara para assumir, contra todos os obstáculos – dos quais a surdez do mercado é apenas a mais óbvia –, a grandeza de seu destino.

20.10.08
Amigos
26.9.08
"Quem tem Q. I., vai",
20.9.08
DIA CAGE

15.9.08
Ben Patterson





