1.3.08

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não macule minha faca apresenta photomaton & Vox no Museu Oi Futuro


A performance intermídia photomaton & vox, de não macule minha faca, propõe um processo compositivo a partir de poemas de Herberto Helder. Ao evocar no título da apresentação um dos mais emblemáticos livros de HH, o coletivo afirma seu alinhamento a uma atividade poética em constante decomposição, recomposição e desvio dos meios costumeiros e literais de percepção do mundo e da linguagem. Dentro dessa proposta, tecnologias high e low, ligadas a outros sistemas semióticos, constroem um universo emaranhado de paisagens.
Herberto Helder nasceu no Funchal, Ilha da Madeira, e é um dos maiores poetas contemporâneos. Participou da vanguarda portuguesa dos anos 1950, com o grupo do Café do Gelo - entre outros, Mário Cesariny e Hélder Macedo. Atualmente vive no anonimato e sua obra poética completa, incessantemente revista por ele, está agrupada no volume Ou o poema contínuo, publicado no Brasil pela editora Girafa.
não macule minha faca é um coletivo intermídia formado por julius, a poeta Letícia Féres e o músico Frederico Pessoa. Os três artistas se apresentaram pela primeira vez em homenagem à poeta Hilda Hilst, no projeto Terças Poéticas, no Palácio das Artes, em agosto de 2007.

O coletivo não macule minha faca apresentará photomaton & vox no espaço Multimeios do Museu Oi Futuro, dia 27 de março, às 19h. Entrada franca.

Frederico Pessoa
Músico, estudou violão clássico e teoria musical com Guilherme Poliello, da Fundação de Educação Artística, e tecnologia de MIDI – Técnicas de Gravação e Produção Musical, no Morley College, em Londres. Participou de projetos multimídia com a artista plástica Gisele Lotufo e com outros artistas. Compôs trilhas sonoras para espetáculos de dança, como Holográfico (Francisco Nunes/2004 e FID, em 2005/2006) e Conversações (Teatro Alterosa – 1,2 na Dança, em 2005). Apresentou o projeto Butterbox – música eletrônica para ver e ouvir, em 2006, na Casa do Baile, e no SIM – Som, Imagem e Movimento, na Unileste. Seus net EPs estão disponíveis na Internet pelo selo americano Kikapu Net Label e pelo português Enough Records. Atualmente trabalha compondo trilhas para vídeo e com o projeto Butterbox.

julius
Designer e cyberpoeta. É aluno da Pós-Graduação em Design de Interação na PUC Minas e bacharel em Letras pela UFMG, com formação complementar em Artes Visuais. Cursou parte da Graduação em Filosofia na UFJF e tem formação técnica em Eletrônica. Integrou o grupoPOESIAhoje e, entre cursos mais importantes, participou do Palavra falante: a voz na poesia, com o poeta Ricardo Aleixo. Além disso, fez parte da Oficina de Escrita da Flip com o escritor Raimundo Carrero, e da Oficina de Escrita Cinemática com o poeta Maurício Vasconcelos. Entre outros trabalhos, participou do Festival de Cenas Curtas, com Parágrafo 175, como videomaker; da Bienal de Poesia de BH, com a instalação-performace: Labirinto, e da IV Mostra Novos Ilustradores, da EBA/ UFMG, com o livro-objeto Despertador. Tem poema publicado no Catálogo do projeto Terças Poéticas. Atualmente é designer de interfaces no Centro de Comunicação da UFMG.

Letícia Féres
Poeta, editora de textos e redatora, é bacharel em Letras pela UFMG com aperfeiçoamento em Edição de livros, na Universidad Complutense de Madrid. Foi integrante do grupoPOESIAhoje e fundadora do Jornal Estilingue: literatura e arredores, periódico do corpo discente da FALE/UFMG. Alguns de seus poemas foram publicados nos projetos Arte no Ônibus (Telemig Celular/PBH) e Terças Poéticas. Além disso, teve poemas premiados na II Bienal de Piores Poemas, organizado pelo Grupo Oficcina Multimedia. Seu livro-objeto Apontamentos de Amor e Solidão, de Mariana Alcoforado foi exposto na IV Mostra Novos Ilustradores, da EBA/UFMG. Atualmente é revisora da Editora UFMG e desenvolve projetos de promoção da leitura para a Biblioteca da Escola da Serra.

Um comentário:

letícia féres disse...

ei, ricardo: obrigada pela divulgação! abraço!