6.3.08

Ademir certeiro

Tem, de quando em quando, um Ademir Assunção que ameaça sair fora e solta na sua dele espelunca uns posts que, sinceramente, como admirador e "irmão em armas" do cara, prefiro deixar de ler até o fim. E tem o Ademir Assunção "luciferino" (não no sentido que Haroldo de Campos dava ao termo, mas no de lucidamente ferino), como o do comentário certeiro que ele fez ontem, sobre o "especial Augusto de Campos", organizado pela revista Mnemozine, que EXIGE reflexão isenta.

Um comentário:

gláucia machado disse...

"sempre a meta de uma seta no alvo
mas o alvo na certa não te espera"

minha reflexão é esta, ricardo: como philadelpho não está mais entre nós, fica impossível para ele, gigante poeta ensaísta homem de ética e caráter, responder ao ademir. falta guia pro ademir da espelunca, que já declarou publicamente não querer saber de poesia experimental, e vem agora com essa de "gratidão" ao augusto. convenhamos que nem o augusto precisa da gratidão de ninguém nem tampouco é corajoso apresentar uma polêmica fora de seu contexto. o texto de leminski menciona o phila porque ele é phoda. foi o primeiro no brasil a mostrar o que vem a ser poesia visual e sonora, com clareza e humor. em 1985 o cara já experimentava todas as mídias e driblava fronteiras. agora, em tempos de experimentalismos rotineiros, o papo é outro. claro que cada um escreve o que quiser no seu blogue, mas a meu ver o texto da espelunca parece mais um escudo para sua dele própria limitação poética e teórica. registro aqui meu comentário porque você, jaguadarte, me provocou incertezas com seu disparo. e é isso: e isso não é philantropia: "a arte é o lugar onde os homens encontram a paz de espírito". risos. e beijos!