31.10.07

Um inédito

Pouso



tão lento
quanto

possível agora
pousar o olhar

na parte acesa da rua
de onde

você surgirá agora
pela primeira

vez (ontem tempos
atrás amanhã

antes do sol que se agora)
como se

agora apenas
retornasse

para
(1) esta casa

(2) este corpo e
(3) a alegria

que sempre
agora

lembra
seu nome

8 comentários:

Cândido Rolim disse...

A sutil suavidade plainando em primeiro plano, dá lugar em seguida à sincope (dita pelo reencontro?). veja, por exemplo, o arremate balbuciante do final. isso aí, Ricardo.
abração
Cândido Rolim.

Anônimo disse...

belíssimo, meu poet'amigo!
abraço e saudade, geo

Anizio Vianna disse...

Beleza Rique? Retomei o meu projeto http://escrevoaovivo.blogspot.com agora com áudio e canções. Abraço do Anízio Vianna. Observação: gostaria de ver mais inéditos por aqui.

Ricardo Aleixo disse...

A todos(as) que têm pintado aqui, meus agradecimentos pelas visitas e pelos comentários, mais o sincero pedido de desculpas por não ter podido responder a cada um(a).
Abraços
do
Ricardo

Ice Band - Sobrevivente de Guerra disse...

Lindo vôo, Ricardo, e um privilégio (como sempre).
Beijo
Jana

Felipe disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Felipe disse...

Beleza de pouso....olhos de águia, coração de beija-flor...Ave, Ricardo!
Abraços

Anônimo disse...

esse pouso me convidou tanto que não resisti: também pousei aqui.

beijo da gláucia.