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31.5.10

Uma abertura ao indefinido

Meu livro novo, Modelos vivos, quase na porta da gráfica, trabalho, ao mesmo tempo, na confecção da performance que mostrarei em algumas cidades, durante o lançamento: Música para modelos vivos movidos a moedas. Nas conversas com o poeta (também crítico e compositor) porreta Ronald Augusto, que me ajuda a levar o trabalho a Porto Alegre, fico sabendo que um dos mais instigantes espaços não institucionais da arte brasileira, o Torreão, iniciativa dos artistas plásticos Elida Tessler e Jailton Moreira, já não funciona desde o ano passado. Numa entrevista concedida ao jornal Zero Hora, a querida Elida (ela já participou de performances minhas em Petrópolis e aqui em Belo Horizonte) corta pela raiz a possibilidade de chororô em torno da notícia: “Pode parece chavão, mas o que fica é uma abertura ao indefinido”.

27.7.09

Menos um para a arte


MERCE CUNNINGHAM

16 de abril de 1919 – 26 de julho de 2009

“Você tem que amar a dança para persistir nela. Ela não te dá nada em troca, nenhum manuscrito para guardar, nenhuma pintura para mostrar nas paredes e talvez pendurar em um museu, nenhum poema para ser impresso e vendido, nada além do momento fugaz único em que você está vivo. Ela não é para almas instáveis” [MC, que você pode ver dançando aqui. Um clique sobre o nome do coreógrafo, logo abaixo de sua fotografia, leva ao site dedicado à vidaobra dele]


11.2.09

Biominimalismo

Volta às aulas na faculdade, minha mãe internada há quase duas semanas, os vídeos para o dvd do Modelos vivos em fase de finalização, canções novas surgindo aos montes, reforma da casa etc.: coisas que me impediram de comentar um post do querido Xará Domeneck que não-pode-porque-não-pode deixar de ser lido e devidamente discutido: “(…) como eu estava decidido a questionar a noção de "objetividade" na poesia-crítica brasileira que, em minha opinião, mascarava uma poética extremamente "monolítico-subjetiva", mas inconsciente de suas próprias constrições ideológicas e condicionamentos individuais, o uso de Bas Jan Ader de seu próprio corpo e biografia, num aparente "narcisismo" (já fui admoestado em textos críticos sobre meu trabalho ou em diálogos com amigos sobre um possível "subjetivismo narcisista" em minha poesia, por usar meu próprio corpo em meus vídeos ou "autobiografia" em meus textos) mostrava o que para mim era e é uma est-É-tica que exige o uso apenas daquilo que o próprio corpo do artista ou poeta pode produzir e prover, como vejo também nas obras de Eva Hesse e José Leonilson: uma espécie de biominimalismo.”


Quem quiser ler o texto na íntegra, clique aqui. A foto foi emprestada daqui.

20.9.08

DIA CAGE


Era para ter rolado a "celebração da memória e da imaginação" de John Cage (na foto, à esquerda, com os tímpanos testados por David Tudor, durante turnê pelo Japão) no dia 5, quando ele teria completado 96 anos de idade, mas outro silêncio, bem mais estridente, se impôs, como já sabem tod@s @s que visitam com alguma freqüência esta posse, e a festa teve que ser adiada. O DIA CAGE será, destarte, na próxima sexta-feira, dia 26. O horário continua igual: 19h. Idem, o local: auditório da Escola Guignard (rua Ascânio Burlamaque, 540, Mangabeiras). Já confirmaram presença os seguintes artistas: Marcelo Kraiser, Benedikt Wiertz + João Paulo Prazeres, Christina Fornatiari, Coletivo Não macule a minha faca, Sérgio Fantini, Bruno Brum, Eduardo Jorge, Chico de Paula + Tatu Guerra e o ciberposseiro aqui. Entrada risonha e franca. Quem quiser entrar no clima, basta clicar aqui e catar a versão em pdf do livro Notations, de JC.