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19.9.11

Música para modelos vivos movidos a moedas

A performance Música para modelos vivos movidos a moedas, na versão que só será mostrada nesta quarta-feira, 21 de setembro, se metamorfoseará em: 1) celebração do meu aniversário (51 anos + uma semana) e da classificação do Modelos vivos para a fase final do Prêmio Portugal Telecom; 2) banca de poeta-camelô, para venda do livro acima citado ao preço promocional de R$ 25,00; 3) show de calouros, que premiará com um exemplar do Modelos vivos cada uma das três melhores leituras em voz alta de um poema do livro. PS: Nesta quinta-feira, enquanto descanso da performance, volto a cuidar do assunto de que trato no post abaixo.

28.3.11

Alegria

A ida ao Rio, para participar da abertura da mostra Poética expositiva, foi compensadora, muito. E feliz. Chance rara de ver a curadora Sônia Salcedo del Castillo em ação: da reiteração – em linguagem nada pedante – do conceito da mostra a ajustes na luz e ao reposicionamento de um cubo, a mulher estava ligava em tudo. Bom demais, também, poder rever os queridos Adolfo Montejo Navas e Lenora de Barros e conhecer a simpática Ana Liennemann (com Victor Arruda apenas troquei um rápido cumprimento e, devido ao enorme número de pessoas presentes, nem mesmo cheguei a ver Eduardo Coimbra).

Do ponto de vista estritamente profissional, a participação na mostra teve, para mim, o valor da confirmação de um caminho que já se enunciava há tempos, pelo menos desde o final dos anos 1990, quando passei a lidar de forma mais ostensiva e constante com questões das chamadas artes visuais – e, sob as bênçãos da saudosa Lígia Pape, a me definir como poeta e artista visual. Sem deixar de lado o trabalho como poeta, escritor e organizador de projetos ligados à palavra (vide o preparo dos 3 livros em que trabalho atualmente, a ZIP e a função de coeditor da coleção Elixir, da Tipografia do Zé), é na tentativa de constituição de uma poética visual que tenho me lançado nos últimos anos com maior afinco e prazer.

Poder mostrar parte da nova etapa de minha viagem criativa num lugar-chave para a arte brasileira é, assim, um modo de dizer que, daqui para a frente, topo colocar a cara a tapa num universo no qual, se não sou tratado necessariamente como um novato, tampouco estou longe de ser reconhecido. Será interessante vivenciar mais este desafio.

Para terminar, registro os maravilhosos encontros com alguns anjos: primeiro, a assistente de curadoria Elena Guimarães, sempre por perto, cuidando para que tudo saísse a contento, tal como pedi desde que fui convidado por Sônia Salcedo. Depois, a performer Charlene Sadd, recém-instalada no Rio, vinda de Maceió: ela não só filmou minha performance, como ainda levou Renata Marques, sua amiga, para fazer as fotos: um beijo para as duas!

E teve, já no sábado, Manoel Ricardo de Lima. Mestre do afeto, da gentileza e da boa prosa, meu amigo me ajudou a enfrentar as inacreditáveis lambanças feitas pela péssima Webjet – uma companhia aérea que não recomendo nem ao político mais corrupto – e ainda me levou para um passeio que incluiu almoço em Botafogo com o casal Vanessa e Leonardo Gandolfi, visita ritual à rua onde mora Roberto Carlos, na Urca, e, já na casa dele (do Mané, não do Rei), café com queijo e goiabada, ao som de canções de Ernesto Lecuona cantadas por vários intérpretes. Alegria.

13.9.10

Amanhã tem mais

O lançamento do Modelos vivos ultrapassou as minhas melhores expectativas, levando até o Café com Letras uma enormidade de gente de astral MUITO alto, como o designer gráfico Flávio Vignoli, com quem tricotei um pouco sobre a Coleção Elixir, parceria nossa, que em breve reaparecerá com novos títulos.

Sobre o lançamento em si darei detalhes outra hora, porque ainda tenho muito o que fazer com relação à festa de amanhã, quando abro a mostra de poemas visuais extraídos do livro e apresento uma versão “aditivada” do Música para modelos vivos movidos a moedas, junto com o violonista Alvimar Liberato.

Além do repertório de peças sonoras já mostradas recentemente em São João Del Rei e em Itajaí, resolvi incluir no roteiro as canções que compus nos últimos meses – as líricas de algumas delas podem ser lidas no novo livro –, entremeadas a trabalhos de outras épocas: tem samba, baião, samba-canção, balada com acento jazzístico e o escambau. Em tempo: terei dois convidados especialíssimos na apresentação/festa de amanhã, meu 50º 14 de setembro.

21.8.10

50 ANOS EM 5 DÉCADAS

Agora vai: Modelos vivos sai da gráfica nos próximos dias, diretamente para as bem fornidas estantes da Crisálida Livraria e Editora, no edifício Maleta – e, esperamos, para as de outras boas casas do ramo de qualquer parte do Brasil. O lançamento será no dia 11 de setembro, sábado, a partir das 11h, na livraria Café com Letras (rua Antônio de Albuquerque, 781, Savassi). Na terça-feira, dia 14, às 19h30, no mesmo local, comemoro meus 50 anos, apresento a leitura-concerto* Música para modelos vivos movidos a moedas e abro uma pequena mostra de poemas visuais extraídos do livro.

Para completar a semana “50 anos em 5 décadas”, no dia 17, sexta, às 18h30, na Biblioteca da Faculdade de Letras da UFMG, a convite da professora, poeta e ensaísta Vera Casa Nova, inauguro a mostra de poemas gráficos Improvisuais, apresento a performance homônima e, claro, aproveito a chance de conquistar, entre os estudantes, alguns possíveis leitores para a minha talvez-poesia. Em tempo: a capa do livro – na verdade, todo o projeto gráfico – é fruto de uma parceria minha com o talentosíssimo poeta, designer e editor Bruno Brum. A ele e ao Oséias Ferraz, proprietário da Crisálida, meu muito obrigado: sem os dois, meu Modelos vivos ainda seria, a esta altura, apenas um projeto de livro.

* É domingo, 12h24: acabei de falar ao telefone com um querido amigo, o guitarrista, violonista clássico, violeiro e arranjador Alvimar Liberato, e ele manda dizer que tocará comigo na noite do dia 14. Desde 1984, quando nos conhecemos, Alvimar é, para mim, simplesmente um outro nome para... música. É isso.



21.7.10

Mais uma: a primeira



Ainda sinto no corpo o impacto da pauleira que foi a montagem da “leitura-concerto” Música para modelos vivos movidos a moedas, no 23º Inverno Cultural de São João Del-Rei, domingo à noite. Mas estou muito alegre: é um trabalho totalmente calcado na exploração da relação espaço/tempo, em que a visualidade ganha destaque, tensionando e se deixando tensionar pelos demais elementos (voz gravada e voz ao vivo, ruidagem eletroacústica, corpografia e tal). Como tudo o que faço, óbvio. A diferença é, que agora, o improviso é relativizado, em favor de uma construção mais minuciosa da cena – que ainda demanda pequenos, médios e grandes ajustes, sei disso. Tão boa foi a estreia que já comecei a ensaiar para a próxima apresentação, que acontecerá no dia 9/8, em Itajaí, Santa Catarina, abrindo a programação do festival Folia das Falas. Detalhe: farei por lá o segundo lançamento do livro Modelos vivos - o primeiro acontecerá no dia 6/8, em Fortaleza, onde participarei do Seminário Arte, Invenção e Experiências Formativas, promovido pelo Centro Cultural Dragão do Mar.

PS: Comemorei a estreia, ontem à tarde, saindo para comprar meu ingresso para ouver (Palácio das Artes, dia 14/8), no Festival Internacional de Teatro/FIT, a montagem de Happy Days, de Samuel Beckett, assinada por Robert Wilson, à frente da Change Performing Arts. As fotos acima são de Paulo Filho, a quem agradeço pela permissão para reproduzi-las.